Sabe o movimento “Mais amor, por favor”?

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Eu não acredito que as pessoas passem a amar só porque existe um movimento como esse, mas pelo menos ele nos leva à reflexão e eu tenho pensado muito a respeito do amor. Não do amor entre um casal e sim amor pelos pais, amigos.

Há três tipos de amor: filéo é o amor de pais para com filhos e vice-versa e também entre amigos; Eros se trata de amor sexual, atração física, daí vem outras palavras que derivam dela tais como erotismo, erótico, etc. e Ágape o amor incodicional, sacrificial, quando se ama mesmo quando o outro não a ama.

Eu estava pensando sobre o amor porque, poxa! Há tão pouco amor entre algumas pessoas! O ponto no qual quero chegar é que determinadas pessoas estão tão “obcecadas” em obterem respostas para seus dilemas, por alcançarem seu sucesso que parecem esquecer que amar é uma maneira de viver bem consigo e com os outros, com seu próximo.

Se você gosta da sua casa, você vai querer organizá-la por mais que você esteja com uma preguiça brutal, enorme. Okey, eu gosto do meu quarto e ele não está muito organizado, mas a sala tem que estar no mínimo apresentável, eu me importo.

Se eu gosto do meu pai eu vou fazer uma comida para quando ele chegar do trabalho, pois amar é cuidar.

Quando se ama, se assume responsabilidades, isso não significa que será algo ruim, porque o amor torna o fardo pesado em leve.

Mas quando não há amor para com outras pessoas além de si, eu acredito que há perdas. Essa pessoa pode morrer sem saber o que é se doar e se doar é ter paz de espírito, pois o “amor” não está concentrado em si. Ele flui, ele emana de uma pessoa para outra.

Pode até não haver retorno, mas eu acredito  que quem ama se sente bem por amar.

Eu tenho sentido falta de mais amor. Eu não me sinto sufocada pela falta dele, eu me sinto mal e não me conformo em como pode existir pessoas que amam somente a si mesmas, que não se esforçam em tornar o ambiente no qual vivem mais agradável, feliz!

Em nota: o artista plástico Ygor Marotta é o criador do movimento “mais amor, por favor”, surgido em meio à agressividade, indidiferença e velocidade existente” em São Paulo, o movimento ganhou proporção nacional. (fonte deste último parágrafo: http://ygormarotta.com/mais-amor-por-favor)

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Mulher é um bicho esquisito. Todo mês sangra. (Rita Lee)

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Ilustração: Augustina Guerrero

Ilustração: Augustina Guerrero

Eu não acredito em signo, horóscopo, destino, mas eu acredito que o ciclo menstrual determina muitas coisas todo santo mês. Determina o meu comportamento, a forma como vou agir aos acontecimentos.

Você pode acreditar tanto em horóscopo que possa afirmar que seu mapa astral está alinhado ao seu ciclo menstrual e que portanto, você não estará de TPM quando conhecer o homem da sua vida na semana na qual seu horóscopo afirmará que vai conhecer e por isso não corre o risco de xingá-lo, afastá-lo ou qualquer coisa do tipo.

Não me interessa saber como o horóscopo funciona, eu não acredito nele mesmo. Para mim, não há nada tão certo quanto às mudanças de humor ocasionadas pelo meu ciclo menstrual.

Todo mês é a mesma coisa: do 1º ao 4º dia (ao 5º para outras mulheres) quando a menstruação ocorre, eu estarei com insônia e agitada por causa do baixo nível de hormônios.

Do 6º O 13º dia do ciclo menstrual haverá o reinício da produção de hormônios, a enxurrada de hormônios me deixará muito happy. Feliz, feliz. É nessa fase que as mulheres sentem uma sensação de bem-estar.

Do 14º ao 17º dia, a sensualidade e a vitalidade estará em alta. A mulher está ovulando, está segura de si, se sentindo maravilhosa e poderosa.

Do 18 ao 23º um hormônio chamado progesterona aumentará e nesses dias é comum a mulher se sentir cansada.

Do 24 ao 28º há uma queda dos hormônios, todos eles. Resultado: TPM! 😦

As mulheres que estão em boa fase da vida não costumam reclamar de TPM, agora as mulheres desempregadas, com um familiar doente, estressada, geralmente, sofrem sempre por demais da conta com a TPM.

O ciclo menstrual é tão certeiro na minha vida! Há dias em que eu estou cansada, em outros eu estou muito feliz, em outros eu quero xingar todo mundo. Sou muito influenciada por esse ciclo.

Minha TPM é um descontrole só. O que se pode fazer? Tentar não ser dominada pelos hormônios ou pela falta deles.

E como fazer isso? Nos dias em que eu estou cansada, eu me rendo ao cansaço, não vou além dos meus limites. Não deixo de fazer o que deve ser feito, mas também não vou me cobrar, por exemplo.

Ao se conhecer, conhecer seu próprio ciclo é possível estabelecer estratégias para lidar com o que há de ruim no ciclo e aproveitar o que há de bom nele.

 

 

A ilusão dos 50 tons

Relacionamento

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Foram vendidos mais de 100 milhões de exemplares da trilogia 50 tons em todo o mundo, desses exemplares 4,8 milhões são do Brasil. 50 tons de cinza é o primeiro título da saga, 50 tons mais escuros e 50 tons de liberdade são o segundo e o terceiro respectivamente.

Com o lançamento da versão do livro em filme, no dia 14 de fevereiro nos Estados Unidos e no dia 12 de junho aqui no Brasil (dias em que se comemora o dia dos namorados nesses países), a tendência é a de que sejam vendidos mais desses livros, visto que somente com a divulgação do thriller do filme as vendas subiram 60% no Brasil e o vídeo teve mais de 36,4 milhões de visualizações no mundo, em menos de uma semana.

Ao lermos as críticas da trilogia, somos informadas de que esses livros são parecidos com os da coleção Sabrina, vendidos nas bancas, mas com uma diferença: o enredo da trilogia contém sadomasoquismo e erotismo. Essa é a característica do livro para a qual alguns críticos apontam como motivo de sucesso dos 50 tons.

Vamos retomar, analisando e resumindo a história da trilogia, para caso você já saiba do que se trata e contar para as que não sabem.

Christian Grey, é o protagonista dessa série de sucesso, ele propõe um relacionamento permeado de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), firmado em contrato, para uma jovem de 21 anos, Anastasia Steele a personagem principal. Vamos citar apenas uma cláusula do contrato no qual Grey é chamado de “dominador”, e Anastasia, a “submissa”: “o dominador e a submissa reconhecem que o dominador pode fazer exigências à submissa que não podem ser satisfeitas sem que ocorram danos físicos, mentais, emocionais e espirituais.”

Grey foi filho adotivo, teve uma mãe agressora e passou fome, por isso é desculpado por Anastasia que se submete às surras aplicadas por ele. Ela não quer vivenciar o masoquismo, ela o quer somente, mas desde o princípio pensa que vai fazer com que ele pare de aplicar as surras, ela pensa que vai muda-lo. Alguma semelhança com alguém que você conheça? Pois mulheres, normalmente, querem mudar o garoto revoltado em bom moço, o namorado não-cristão em cristão. Buscam ser, sozinhas, as redentoras.

Outro, provável, motivo que fez Anastasia aceitar as surras de Gray é o fato dela apresentar baixa-autoestima. Ela ficou feliz por ele ter se interessado por ela de tal forma como se ele fosse a última Coca-Cola do deserto. Ela se põe pra baixo o tempo todo, só vê características negativas em si, um nada enquanto Gray se torna “tudo” em pouco tempo.

Para aceitar o relacionamento sadomasoquista proposto em contrato, Anastasia deve ter pensado “se não for comigo vai ser com outra”. Esse deve ser o pensamento que faz com que muitas mulheres em todo o mundo se submetem aos desejos mais estranhos de seus parceiros.

O que está por trás da fantasia sexual BDSM? Shannon Ethridge em seu livro A ilusão dos 50 tons, responde essa pergunta para nós: “As pessoas que querem dominar e controlar, muito provavelmente, se sentiram sem controle e dominadas por uma pessoa importante em seu passado, é dominando que elas recuperam o sentimento perdido de poder. As pessoas que preferem o papel de obediente, as ‘submissas’, muito provavelmente, gostam de abrir mão do controle da responsabilidade, da culpa, da preocupação ou da ansiedade. ‘Fui forçada a fazer isso’ é o bode expiatório que fornece a permissão para desfrutar do prazer sexual.”

Como vimos, o personagem Grey apanhava de sua mãe, ao invés de receber amor dela. Podemos analisar as fantasias sexuais dele colocadas em práticas, como forma dele ter domínio da situação em sua vida adulta, para que o que aconteceu em sua infância não se repetisse e ainda expressar surrando uma mulher, o quanto ele sofreu quanto criança.

Fantasias sexuais são pensamentos que podem estar tentando nos dizer alguma coisa acerca da qual nossa mente não está consciente.

Shannon (a autora americana de A ilusão dos 50 tons), é conselheira de casais e jovens solteiros, público predominantemente cristão, e pôde constatar que fantasias sexuais levaram seus clientes a alguns caminhos muito dolorosos, muitas vezes porque eles escolheram realizá-las.

Muitos de seus clientes aprenderam (da forma mais difícil) que a maioria das fantasias são melhores como fantasias e não como realidade, pois acreditar que fantasias sexuais são o que desejamos que aconteça é acreditar em uma mentira. O que parece ser bom na fantasia não significa que será bom na realidade, visto que “algumas fantasias que temos são apenas para tratar da dor emocional que causamos a nós mesmos ao realizar fantasias anteriores”,  ela disse.

Shannon analisou fantasias do ponto de vista teológico e psicológico e nos explica, por exemplo, que nós fantasiamos como uma forma de satisfazer necessidades psicológicas inconscientes, de modo que a pessoa com a qual fantasiamos não é tão importante quanto o papel que essa mesma pessoa representa em nosso cenário mental. Isso significa que se uma mulher deseja trair seu marido, ela deve refletir o que o homem com o qual ela vai trair representa na vida dela, ele pode dar uma atenção à ela que seu pai não lhe dava por exemplo, ou ele é um homem mais velho e ela teve um pai ausente. O homem em si não tem importância e sim o que ele representa, qual o papel que ele está desenvolvendo na vida dela, que está fazendo com que ela tenha fantasias.

Por isso a pergunta que deve ser feita é: “Qual o papel que esta pessoa representa em minha fantasia? O que esta pessoa está fazendo, e por que a minha mente se está indo nesta direção?” É o de dominador? Você se sente desamparada e gostaria de ter alguém em sua vida que te ajudasse? Pode existir inúmeras respostas quando você consegue identificar o papel que a pessoa presente em sua fantasia exerce.

Então, em vez de colocar as fantasias em pratica, nós podemos tentar buscar entender, dar sentido aos nossos pensamentos sexuais.

Tanto no livro quanto em congressos, Shannon conta algumas histórias de seus clientes, trocando os nomes quando foi solicitado, para explicar o que está por trás de fantasias sexuais.

Lia teve um caso com seu pastor dos 23 aos 33 anos. Ela justificava dizendo que quem era casado era ele, não ela. Samantha teve um caso com uma conselheira mais velha, Tammy assistia pornografia no laptop da empresa quando viajava a trabalho.

Lia teve um caso com seu pastor, porque foi uma maneira inconsciente de preencher a carência que seu pai lhe deixou. Ele era pastor e nunca estava em casa, pois ele era chamado o tempo todo pelos membros da congregação, para aconselhamento, para ir ao hospital quando algum membro estava doente. O pastor de sua igreja deu atenção a ela, o que seu pai não tinha feito, ela era o motivo do pastor com quem teve um caso sair de casa.

Samantha foi abusada sexualmente pelo seu tio, quando ela foi contar para sua mãe, ouviu: “ele também fez isso com você?” Sua mãe era distante e ela somente entendeu o motivo nas sessões com Shannon, sua mãe era distante porque ela não superara ter sido abusada pelo irmão e entendeu que viveu um caso com a conselheira mais velha porque era uma maneira de suprir a falta que sua mãe fazia. Uma fantasia colocada em prática.

Tammy ganhava mais dinheiro que seu marido, eles resolveram que ele ficaria em casa cuidando dos filhos e ela trabalharia. Ela estava sendo a provedora do lar assim como sua mãe fizera por ser mãe solteira. Tammy estava estressada e a pornografia era a maneira de se livrar do estresse, ela via casais em cena que não tinham que lidar com problemas.

Ainda podemos citar muitos outros casos do livro de Shannon, como o de Mônica que não consegui não ter fantasias lésbicas enquanto seu marido lhe proporcionava prazer. Isso acontecia porque ela teve um pai que batia em sua mãe e foi violentada por um vizinho quando criança, em uma cilada na qual seus dois irmãos ajudaram a realizar. Para ela os homens eram muito violentos, seu inconsciente a levava para um “lugar confortador” para que ela pudesse se sentir bem e ter prazer, em seu caso, isso acontecia quando ela tinha fantasiava o sexo com outras mulheres.

Com o aconselhamento, todas essas pessoas conseguiram mudar de atitude, deixaram de viver os relacionamentos ilícitos e deixaram de ser dominados por suas fantasias.

Caso você esteja passando por problemas relacionados à fantasia sexual, por mais “estranha” que essa fantasia possa ser ou se você a colocou em prática e se arrepende, lembre-se de que Deus não nos despreza pelos erros sexuais que cometemos, Jesus não disse na cruz: “perdoa os pecados deles, menos os pecados sexuais”.

Não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.

A mídia e muitas pessoas nos dizem que devemos viver toda e qualquer fantasia sexual, somos estimulados constantemente a vivê-las.

C. S. Lewis percebia isso em sua época também, em seu livro Cristianismo puro e simples, ele afirmou que “há os que querem conservar o nosso instinto sexual inflamado para nos extorquir dinheiro. Porque, evidentemente quem tem uma obsessão tem pouca resistência à compra.” E ainda: “Deus conhece nossa situação. Não nos julgará como se não tivéssemos dificuldades a superar. O que importa é a sinceridade e a perseverança da nossa vontade em vencê-las.

É preciso antes de tudo querer ser curado, os que realmente desejam auxílio, conseguirão.”

Livro que eu recomendo para todos aqueles que desejam entender o que leva pessoas a terem determinadas fantasias sexuais.

A mulher que teme ao Senhor será elogiada (Provérbios 31:30)

Beleza

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Quando estávamos na pré-escola nos sentíamos simplesmente princesas em um mundo particular, ok, talvez você não se imaginasse como uma princesa, mas como uma bailarina, ou uma astronauta… De qualquer forma, é bem provável que você tinha um mundo de imaginação, como geralmente as crianças têm. Onde o mundo real não nos afeta. Por exemplo: o maior modelo de beleza que tínhamos era nossa mãe, a mais bela de todas as mulheres.

É claro que não podemos esquecer que ainda em nossa infância, ou éramos nós que recebíamos apelidos ou nós ouvíamos outras crianças sendo alvos de apelidos tais como “quatro-olhos, balofo, rolha de poço, Olívia palito” …

O mundo de fantasias da infância se diluí totalmente quando a adolescência surge. O mundo real começa a interferir em nossas vidas.
Nessa fase a sociedade e a mídia são influenciadores e, além das crianças, adolescente são mais suscetíveis a aceitar o que os outros falam e o que a mídia transmite como verdades.

É na adolescência que fazer parte dos padrões de beleza se torna uma cobrança maior, como se estar fora dos padrões nos impedisse de ser amadas, bem sucedidas e não pudéssemos constituir uma família. Não esqueçamos que os pais, familiares e amigos de nossos pais também têm sua cota de responsabilidade na construção da autoestima da criança. Há pais que criticam muito a aparência de seus filhos, sem calcular o quanto isso pode causar dor às crianças.

Em alguns casos junto com os padrões de beleza entram também distúrbios alimentares tais como anorexia, bulimia e compulsão alimentar na vida de adolescentes e cada vez mais na vida de crianças. Na internet esses primeiros nomes são apelidados “carinhosamente” de Ana e Mia respectivamente, para que as pessoas tenham mais liberdade para trocarem receitas e buscar incentivo para alcançar o emagrecimento a todo custo.

Quem mais tem tendência a desenvolver transtornos alimentares, são pessoas que possuem profissões que exigem leveza como ginastas e bailarinas e outras que tem como característica a exposição constante da imagem, tais como atrizes e modelos (e vejam só, são as últimas que mais são usadas por agências de publicidade para nos influenciar).

Mas no geral, ao nos tornamos adultas a beleza tende a deixar de nos causar a grande angústia que causava na adolescência, porque vamos ganhando outras prioridades, por exemplo: a faculdade, a vida profissional, a família volta a ser mais valorizada, não nos importamos mais em termos uma grande quantidade de amigos e consequentemente quem queria agradar aos outros na adolescência para se enturmar vê que ser popular não é o mais importante.

A busca pela beleza na vida adulta tende a deixar de ser uma meta obsessiva, sabemos que a mídia mostra em revistas, internet e televisão mulheres que passaram horas se produzindo e/ou ainda pelo photoshop, “truques” para vender produtos. Tanto que Cindy Crawford, modelo dos anos 90, já afirmou que ela também gostaria de ser Cindy Crawford.
Ainda assim, “melhorar a aparência” está na nossa lista de afazeres, por exemplo: começar a dieta na segunda-feira, ir para a academia, tentar se alimentar melhor, etc. Ela não deixa de ser uma preocupação, não importa a intensidade e ainda é uma das maiores causas pela baixa autoestima da mulher.

O que leva a mulher a querer parecer ou ficar triste porque não se parece com quem está na capa de uma revista? Querer ser aceita? Ser amada? Sentir-se especiais? Para conquistar alguém?

Se for para sermos aceitas, por quem queremos ser aceitas? Vale tanto a pena sofrermos para ter o corpo de determinada forma por causa de pessoas pelas quais você quer ser amada? A beleza é um fator importante para amarmos uns aos outros como Jesus nos amou? (Mateus: 36-39)

Nós mulheres, somos menos exigente com a beleza masculina e muito exigente conosco. Será que nos amamos o suficiente para nos aceitarmos e ficar contentes com nossa aparência? “Engraçado”, podemos amar o outro mesmo que essa outra pessoa não atenda aos padrões de beleza da sociedade, mas quando se trata de nós mesmas… nem sempre somos coerentes, pois se devemos amar o próximo como a nós mesmas, porque somos muitas vezes tão duras conosco?

Sabemos que não dá para ser hipócritas e fingir que não nos importamos com a beleza, mas devíamos nos preocupar menos e por motivos saudáveis.

E se estamos em um relacionamento ou estamos solteiras orando para que Deus pela vida sentimental, ou estamos conhecendo mais um certo alguém, por exemplo, não devemos querer que ele nos ame somente pelo que somos e desleixar no cuidado com a aparência e tampouco, cuidar somente da aparência e sermos pessoas sem conteúdo. Não dá para ser 8 ou 80 né?

Em relação ao que a mídia nos mostra como padrões de beleza e da cobrança que mulheres sentem dos outros para melhorarem sua aparência física, nós devemos mesmo levar tão à sério as expectativas da sociedade?

Em Romanos 12:2 está registrado: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Você acha que é da vontade de Deus que suas filhas fiquem infelizes porque se acham feias ao se compararem com o que veem na mídia ou ao se comparar com qualquer outra mulher? Parte do padrão do mundo é exatamente os padrões de beleza existentes seja o das magras, os das musculosas, ou das magras com músculos. Você quer continuar a ser escrava de insatisfação causada pelo conceito de beleza do mundo ou experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus?

Se é a segunda opção, que tal deixar de se levar tão à sério e começar a louvar a Deus pela forma como Ele te fez assim como está escrito no Salmo 139:13-16? (“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção. Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir”) Deus nos criou de forma única e com tanto amor… não é injusto com Ele e conosco nos compararmos com as mulheres das capas de revistas?

Deus não comete erros e Ele te fez de forma única. Não há ninguém igual a você.

E se ao invés de nós olharmos para o que não gostamos em nós, valorizássemos mais o que temos de positivo? Que tal tomar novas atitudes para nos valorizar como devíamos? Não é fácil, mas pelo nosso bem temos que tentar, buscar ajuda médica se for necessário, e todas as vezes que pensamentos de baixa-autoestima vier devemos “levar cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2Cor. 10:6b). Assim como lutamos diariamente contra o pecado devemos lutar para estarmos mais satisfeitas com Cristo pedindo isso a Ele em oração, persistindo. Jesus disse: “[…] Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.” (Lc. 11.9)

Não se apegue ao que é finito, em Mateus 6:19-21, Jesus falou para não acumularmos tesouros na terra onde a traça e a ferrugem destroem, mas para acumularmos tesouros nos céus, onde essas coisas não acontecem, “pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (vers. 21). Você vai deixar seu coração com o que acaba ou na eternidade? Ainda sobre ao que é finitude dessa vida, em Provérbios 31:30 Salomão escreveu: “A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o Senhor será elogiada.” Mais uma vez a palavra de Deus fala para não nos prendermos ao que é finito, pois “a formosura é passageira”.

Por meio desse trecho do livro de Provérbios, entendemos que a beleza valorizada está relacionada às atitudes, o modo de viver de uma pessoa e não com a atratividade física.

É claro que temos que nos cuidar ir para academia, comer coisas saudáveis, etc., somos templos do Espírito Santo (1Cor. 3.16-17), temos que cuidar dele, mas não de forma obcecada.
E lembre-se: Deus nos ama incondicionalmente!